Presente no Counter-Strike desde 2001, a Dust II atravessou todas as gerações da franquia e hoje integra o Active Duty do Counter-Strike 2 (CS2), conjunto de sete mapas usado no modo Premier e nos campeonatos profissionais. O mapa ficou fora da rotação no lançamento do CS2 e voltou em abril de 2024, no lugar da Overpass. Desde então, mantém a fama de ser um cenário propício para AWPers, por concentrar muitos duelos de longa distância.

Mira de AWP nas Portas do Meio da Dust II no CS2 apontando para um TR no alto do Meio
O meio da Dust II é um dos pontos favoritos dos AWPers. (Foto: Reprodução/Counter-Strike 2)

Callouts e regiões principais do mapa Dust II no CS2

Para entender como jogar na Dust II, o ponto de partida é a divisão do mapa em três grandes regiões, que concentram a maior parte das disputas de cada round. O Fundo é o corredor extenso que leva o lado Terrorista (TR) até o bombsite A e abriga os duelos mais longos do mapa. A Varanda é a passagem elevada que liga o Meio ao bombsite A e serve de rota alternativa para pressionar o site. Já o Meio funciona como eixo central do mapa. Nele, as Portas do Meio e a Caixa Gorda definem o acesso à Varanda e as rotações em direção ao bombsite B, cuja principal entrada TR é pelo Escuro Alto.

Principais callouts do mapa Dust II

  • Bombsite B: Escuro Alto, Buraco, Porta, Carro e Altar
  • Meio: CT, Coqueiro e Caixa Gorda
  • Bombsite A: Carro, Rampa, Elevador, RKZ e Bunker

🗺️ Veja os principais callouts da Dust II

Como ganhar o Fundo na Dust II: flashes, smokes e trocas de tiro

O Fundo pode ser disputado de duas formas, sendo a primeira agressiva, nos primeiros segundos do round, aproveitando o spawn (ponto em que cada jogador nasce no início do round, e que muda de posição a cada rodada). Quando dois ou mais TRs nascem mais perto do Fundo, eles chegam às Portas antes que o lado Contra-Terrorista (CT) se posicione e forçam o controle da região logo na saída. A segunda forma é lenta, com um domínio gradual da área. Nela, o TR avança aos poucos e usa flashes variadas, como a flash da porta, para cegar os CTs que já estão posicionados, já que nesse cenário o adversário costuma estar parado, mirando nas Portas do Fundo à espera do avanço.

🎥 Assista ao TACO, ex-jogador do MIBR, ensinando como jogar de TR na Dust II

Além da flash, principal granada para dominar o Fundo, o TR costuma usar a smoke da esquina do Fundo, eficiente para tirar o primeiro contato do CT que já está posicionado na região. O avanço também deve ser feito em dupla, para que o segundo jogador garanta a troca de tiro caso o primeiro seja abatido. Do lado CT, o controle da região costuma envolver três jogadores. Dois dão combate nas Portas enquanto o terceiro fica responsável pelos utilitários. Ele arremessa flashes de suporte e a smoke dentro das Portas do Fundo, que tapa a visão do TR que tenta avançar por ali.

Controle do Meio na Dust II: Caixa Gorda, Portas e acesso à Varanda

O Meio conecta todas as rotas da Dust II, e quem controla esse espaço ganha informação sobre os dois bombsites e liberdade para rotacionar. Para o TR, o primeiro passo é a smoke nas Portas do Meio, que corta a visão do AWP CT posicionado do outro lado e permite atravessar a parte alta do Meio com segurança, seja em direção à Varanda, passando pela Caixa Gorda, ou ao Escuro Baixo. Quando o objetivo é dominar o Meio e subir para o bombsite B, a jogada exige ainda uma smoke no CT, que bloqueia a visão de quem vem do spawn, e uma flash por cima das Portas, que cega quem segura a passagem.

🎥 Confira como a Vitality segura o Meio da Dust II

Do lado CT, o Meio é a principal rota de rotação para o bombsite B, o que torna a passagem em frente às Portas do Meio um dos pontos mais perigosos do mapa. O AWP TR costuma esperar no alto do Meio justamente por quem atravessa, e muitas vezes acerta um tiro varado pela porta que deixa o CT com pouca vida logo nos primeiros segundos do round. Para reduzir esse risco, o ideal é lançar uma granada explosiva na direção das Portas antes de cruzar, para atrapalhar a visão do AWP adversário. Já o jogador CT responsável pelo Meio tem como função principal informar se os TRs estão subindo pela Varanda, sem precisar buscar trocas de tiro a todo momento nem se expor a riscos desnecessários.

Como executar e segurar o Bombsite B pelo Escuro Alto

O Escuro Alto é a principal entrada do TR no bombsite B, e a execução depende de isolar o site antes da invasão. Para isso, o time precisa de duas smokes, uma na Porta, que impede a chegada de reforços CT vindos do Meio, e outra no Buraco, que fecha a visão de quem segura o site por essa posição. Com o bombsite isolado, as flashes por cima do Escuro Alto cegam os CTs posicionados no site e garantem a entrada com vantagem nos primeiros duelos.

Do lado CT, a principal estratégia para segurar o B é lançar smokes seguidas na entrada do site, atrasando ao máximo o avanço dos TRs. Cada segundo ganho nessa entrada dá tempo para que o jogador responsável pelo Meio chegue para ajudar, evitando que o CT do B precise enfrentar a invasão sozinho.

Táticas de retake e rotações defensivas na Dust II

As rotações defensivas na Dust II dependem da informação passada pelo jogador do Meio e por quem segura cada bombsite. Por isso, o ideal é rotacionar apenas quando a bomba for vista ou quando o avanço TR for confirmado por mais de um jogador, evitando abandonar uma região ao primeiro sinal de pressão. Na maioria dos rounds, o CT trabalha em uma formação 3-1-1, com três jogadores no A, um no Meio e um no B, priorizando a disputa pelo Fundo. Como o B fica com apenas um jogador, o CT do Meio costuma fazer a primeira rotação para ajudar a segurar o site sempre que a pressão TR for confirmada por lá.

No retake (retomada do bombsite depois que a bomba foi plantada), o CT deve reunir os sobreviventes e entrar ao mesmo tempo por mais de um lado, em vez de chegar um a um. No bombsite A, a retomada combina a entrada pelo spawn CT com a pressão pela Varanda e, se houver tempo, também é recomendado enviar um jogador pelo Fundo para fechar o cerco. Já no bombsite B, o retake é mais complicado por se tratar de um site mais fechado, com poucos acessos e muitos cantos para os TRs se esconderem. Nesse cenário, as molotovs são bem eficientes para tirar os adversários de posições como o Carro e o Altar, abrindo caminho para a entrada do CT pela Porta e pelo Buraco.

🔄 Acompanhe como fazer o retake nos dois bombsites da Dust II (em inglês)

Perguntas frequentes sobre a Dust II no CS2

Qual é o lado mais forte na Dust II?

A Dust II é um dos mapas mais equilibrados do CS2, e segundo a HLTV o CT vence 49,1% dos rounds, contra 50,9% do TR.

Quais utilitários são vitais para o Bombsite B?

Para executar o B, o TR precisa de smokes na Porta e no Buraco, que isolam o site, e de flashes por cima do Escuro Alto para entrar com vantagem. Depois do plant, as molotovs no Carro e no Altar são as mais eficientes para o CT tirar os adversários dessas posições no retake.

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Autor

  • Pedro Farias

    Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Entusiasta de games desde a infância, uno minha vivência em títulos de FPS desde 2015 para aproximar a organização das comunidades de Counter-Strike e Valorant. Contato: [email protected]

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