Ambientado em uma usina nuclear, o mapa Nuke carrega a fama de ser o mais difícil para iniciantes no Counter-Strike 2 (CS2) por causa da sua verticalidade, já que os bombsites A e B ficam praticamente um em cima do outro, o que obriga o jogador a pensar em dois andares ao mesmo tempo e embaralha a leitura de som e de rotação.

Essa estrutura também explica o histórico favorável aos Contra-Terroristas (CT), que trocam de bombsite em poucos segundos por escadas e passagens internas. Segundo o HLTV, o lado CT vence cerca de 55% dos rounds no mapa. Por isso, entender como jogar na Nuke no CS2 faz toda a diferença para quem quer equilibrar essa disputa nas filas competitivas e no Premier.

🎥 Assista aos fundamentos da Nuke para evoluir no mapa

Callouts e regiões principais do mapa Nuke no CS2

A leitura da Nuke passa por duas regiões que ditam o ritmo de qualquer round, o Miolo e o Fora. O Miolo fica majoritariamente nas mãos dos Terroristas (TR) e concentra os acessos ao bombsite A pela Porta e pela Casinha e ao bombsite B pela Rampa, então perder essa área deixa o ataque dependente apenas do Fora. O Fora tem peso equivalente porque, quando está sob controle do CT, o TR é obrigado a jogar por dentro do mapa e se torna mais previsível. Se o TR assume essa região, o cenário se inverte e o CT fica acuado dentro dos bombsites, exposto a splits (ataques divididos que pressionam o bombsite por mais de um lado ao mesmo tempo).

Posições da Nuke e seus nomes

Bombsite A
Porta, Casinha, Duto, Cat, Duto invertido e Coldzera

Bombsite B
Rampa, Vidro, Breaking Bad, Portas Duplas, Batman e Reator

Fora
Montanha, Vermelho, Secret, Terra e Garagem

📍 Veja todos os callouts da Nuke

Como entender a verticalidade da Nuke: andar superior x inferior

Como os dois bombsites ficam empilhados no mesmo prédio, os passos de um adversário no A podem ser ouvidos por quem está no B e vice-versa, o que confunde quem ainda não conhece o mapa e provoca rotações erradas. O primeiro passo para evitar esse problema é conhecer os acessos de cada bombsite. O B só pode ser alcançado pela Rampa, pelo Secret e pelo Duto, enquanto o A recebe entradas pela Casinha, pela Porta, pelo Terra e pelo Cat. Esse mapeamento básico é o que impede o jogador de ficar perdido na hora de uma execução ou de um retake.

Não existe atalho para dominar essa lógica, que vem principalmente com o tempo de jogo no mapa. A comunicação completa o processo, e informar sempre em qual posição o inimigo está evita que o time inteiro rode atrás de um barulho que vinha do outro bombsite.

Como dominar o Fora na Nuke: parede de smokes e acesso ao Secret

Quando o objetivo do round é chegar ao Secret, a forma mais eficaz e segura de atravessar o Fora é montar uma parede de smokes que tape a visão do CT, principalmente de quem segura a Garagem e o Terra. A barreira exige apenas duas smokes, que podem ser lançadas do mesmo ponto por um único jogador, deixando o restante do time livre para avançar e ir dominando os espaços.

O ponto fraco da parede aparece quando o CT joga de forma recuada no Cat, posição de onde ainda é possível enxergar quem atravessa em direção ao Secret mesmo com as duas smokes no lugar. Contra defesas mais passivas, essa brecha exige atenção redobrada de quem cruza o Fora, já que um único CT bem posicionado consegue punir a passagem.

Parede de smokes pronta no Fora da Nuke no CS2 vista do lado TR
Com a parede pronta, TR e CT ainda conseguem se enxergar caso haja um jogador no Cat. (Foto: Reprodução/Counter-Strike 2)

Setups de utilitários para atacar o Bombsite A (Cat, Casinha e Terra)

A execução no bombsite A começa com três smokes, no Cat, na Casinha e no Terra, que cortam a visão do CT nas posições de onde ele costuma segurar o bombsite e atrasam a chegada de quem vem rotacionando. Com o espaço isolado, a molotov em cima da Casinha tira o defensor que se esconde ali, enquanto as flashes lançadas por cima cegam quem ainda estiver no bombsite no momento em que o TR entrar.

💣 Confira como executar o ataque ao bombsite A na prática (em inglês)

Como defender e executar entradas no Bombsite B pela Rampa e pelo Secret

Na Rampa, o CT costuma jogar apenas por informação, confirmando se o TR vem por ali, buscando o primeiro abate e descendo logo em seguida para o B, o que garante tempo até a chegada dos reforços. Já o Secret pode ser segurado de duas formas, com o rotate (jogador que circula entre várias posições para ajudar onde for preciso) se deslocando até lá ou com o jogador que segura a Porta descendo pelo Duto para fechar a entrada.

No ataque, a passagem pelo Secret depende da mesma parede de smokes do Fora, que permite ao TR atravessar sem ser visto e chegar ao bombsite B pela parte de baixo. Pela Rampa, a entrada pode ser rápida, com um rush em que o time desce de uma vez para aproveitar que o CT ali joga apenas por informação e alcançar o B antes dos reforços, ou gradual, com o TR conquistando espaço aos poucos. Nesse caso, se o CT da Rampa recua para o B, ele abre caminho para o ataque mudar de alvo e seguir para o bombsite A pelo Cat.

Perguntas frequentes sobre a Nuke no CS2

Qual é o lado mais forte na Nuke?

De acordo com o HLTV, o lado CT vence cerca de 55% dos rounds jogados.

Quais utilitários são vitais para o Bombsite A?

As smokes no Cat, na Casinha e no Terra, a molotov em cima da Casinha e as flashes lançadas por cima na entrada.

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Autor

  • Pedro Farias

    Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Entusiasta de games desde a infância, uno minha vivência em títulos de FPS desde 2015 para aproximar a organização das comunidades de Counter-Strike e Valorant. Contato: [email protected]

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